4 de abr de 2014

Qual é a sua linha?

Sou estudante de psicologia e, fazendo um paralelo com seu referido texto e o processo terapêutico que visa reforçar a consciência e sermos mais parecidos com o que somos; PERGUNTO: qual linha da psicologia você prefere? Cognitiva, Psicanálise, Gestalt, Sistêmica, Comportamental?

Pergunto isso como paciente para meu próprio processo terapêutico e, também, como futura terapeuta que necessita descobrir qual teoria é a melhor (tendo em vista o evangelho e o texto que você escreveu).

Espero que o senhor encontre meu e-mail e tenha um tempinho de responder. Realmente são questões importantes pra mim, pois sei que a psicologia pode tanto juntar quanto separar o sujeito de Jesus.

Grata
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Resposta:

Minha querida: Graça e Paz!

Primeiro devo dizer que o modo de Jesus é diferente do da Psicologia.

Você disse: “... visa reforçar a consciência e sermos mais parecidos com o que somos”.

Ora, a Psicologia vai até aí; pois, falta-lhe o “quem somos”, visto que na Psicologia não existe o Último Paradigma, o qual não é para ser “quebrado”, mas alcançado e absorvido: Cristo Jesus como meu Eu eterno.

Assim, na fé, o “quem somos” fica condicionado por Quem Ele É!


A Psicologia não sabe bem o que é o Humano... Sim! Falta-lhe o Filho do Homem!

Por isso, não reputo nada do que entendo ou faço à Psicologia ou à Psicanálise. Afinal, o que elas me deram foi muito pouco.

Minha linha, portanto, é o modo de Jesus.

E qual era o modo de Jesus?

Ora, Jesus não tinha uma linha. Ele confrontava tanto quanto não dizia nada se fosse o caso.

Ele ouvia, mas não se impressionava.

Ele se importava, mas não criava dependência.

Ele fazia tudo de Graça e não julgava que prejudicava o “tratamento”.

Ele poderia ficar alguns minutos com a pessoa, ou até um dia inteiro... E nada era medido por tempo, mas por qualidade de dádiva.

Ele não mandava haver retorno em uma semana.

Ele podia ouvir sozinho ou podia ouvir em grupo.

Cada coisa tinha sua própria sabedoria no tratamento.

Tudo dependia da pessoa em questão e nunca de um método.

Ou seja:

A linha de Jesus era a sabedoria do amor, e o método era fornecido pela natureza do problema do indivíduo.


Nicodemos ele mandou pensar – Cognitivo.

Ao Gadareno sentado aos Seus pés Ele mandou de volta à família: Psicanálise.

À Samaritana à beira do poço e ao cego de nascença que ele mandou ir ao tanque lavar-se – Gestalt.

Ao escriba que perguntou quem era o seu próximo e que ouviu de Jesus a história do Samaritano bom. “Quem te parece ser o próximo do homem assaltado?” — a resposta do homem foi: “O que agiu com misericórdia para com Ele”. “Vai tu e faze o mesmo!” - Comportamental.

A Sistêmica, porém, Ele quase somente usou para lidar com fariseus!

Ora, eu vou como Ele vai...

E não sinto que preciso de mais nada. Atualizo-me sempre; não, porém, como quem busca o que fazer, mas apenas modos novos de discernir e explicar.

Assim, digo a você:

Leia Jesus com tais olhos e você sempre saberá o modo certo, conforme a pessoa.

Receba meu carinho!

Nele, em Quem habitam todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento,

Caio

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